Maria Luiza Tucci Carneiro
No aniversário de 2 anos do Letras, homenageamos 5 mulheres, da mesma forma como nos anos passados.
Graduada e pós-graduada em História Social pela USP, tem o racismo e o anti-semitismo como objetos de estudo; coordena pesquisas sobre direitos humanos, intolerância, censura, nazismo e imigração no Brasil no LEER – Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação. Alguns de seus livros: O Anti-semitismo na Era Vargas: fantasmas de uma geração; O Veneno da Serpente; O Racismo na História do Brasil: Mito e Realidade; Judeus e Judaísmo na obra de Lasar Segall, em co-autoria com Celso Lafer, entre outros.

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Confira a primeira parte da entrevista.
 
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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Maria Luiza Tucci Carneiro citados no programa:
Livros marcantes na sua trajetória
O Retrato de Dorian Gray , de Oscar Wilde.
O Queijo e os Vermes, de Carlo Guinsburg
O Velho e o Mar, de Ernest Hemiggway.

Um livro essencial sobre o Holocausto
É isto um homem?, de Primo Levi

Sobre a questão racial
No Brasil: Florestan Fernandes. O Negro no Mundo dos Brancos. São Paulo, Difel, 1972.
Na Europa: Leon Poliakov. O Mito Ariano. São Paulo, Perspectiva, 1974.

O que você está lendo no momento?
A Viagem do Elefante, de José Saramago. São Paulo, Companhia das Letras, 2008.

Sua próxima leitura:
O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón. Rio de Janeiro, Objetiva, 2008.

Você costuma reler? Que obra vale a pena ler de novo?
Acho que a leitura de um livro nunca termina na última página. É como rever um filme: sempre descobrimos novos detalhes e acrescentamos interpretações que, dependem, sem dúvida nenhuma, da somatória de nossas experiências.

Vale reler
O Pequeno Príncipe, do jornalista e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry, escrito um ano antes da sua morte, em 1943.

Livro de cabeceira
George Balandier. O Poder em Cena (aliás sempre atual!)

Literatura universal
O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Rio de Janeiro, Editora Record, 1988.

Cite 5 escritores e suas obras essenciais para você
1)Hannah Arendt. As Origens do Totalitarismo. São Paulo, Companhia das Letras.
2)Robert Darnton. Edição e Sedição. O Universo da Literatura Clandestina no século XVIII. São Paulo, Companhia das Letras, 1992..
3)Eric Hobsbawm. Pessoas Extraordinárias. Resistência, Rebelião e Jazz. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1999.
4)Michelle Perrot. Mulheres Públicas. São Paulo, UNESP, 1998.
5) Raul Giradet. Mitos e Mitologias Políticas. São Paulo, Companhia das letras, 1989.
 


 
       
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